“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.” – Leonardo da Vinci
CIVILIZAÇÕES
Supõe-se que a vida na Terra tenha começado há cerca de 3,5 a 4,0 bilhões de anos. Ao longo desses bilhões de anos, organismos evoluíram e se diversificaram, dando origem à enorme variedade de vida que se conhece.
Civilização é o conjunto de caracteres próprios da vida social, política, econômica e cultural de um país ou região. Civilização é o estado de cultura social, caracterizado por um relativo progresso no domínio das ciências, da religião, da política, das artes, dos meios de expressão, das técnicas econômicas e científicas, e de um grau de refinamento dos costumes. As civilizações foram se formando ao longo de diferentes épocas e são estudadas através da análise e interpretações dos historiadores que se utilizam de vestígios deixados pelo homem, entre eles, restos arqueológicos, monumentos, tradições e documentos escritos que são fundamentais para o conhecimento da história de uma civilização. Segundo o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) só é possível se vislumbrar a existência de uma civilização quando são preenchidos três requisitos primordiais: 1 – certo grau de domínio da natureza física através de boas técnicas científicas e industriais. 2 – um indispensável equilíbrio entre esse progresso técnico e esse domínio do homem sobre a natureza física, e um correspondente progresso moral e o domínio do homem sobre a sua própria natureza espiritual. 3 – a existência de um ideal comum, como característica da feição espiritual de uma época ou de um povo.
De acordo com o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) só é possível se vislumbrar a existência de uma civilização quando são preenchidos três requisitos primordiais: 1 – certo grau de domínio da natureza física através de boas técnicas científicas e industriais; 2 – um indispensável equilíbrio entre esse progresso técnico e esse domínio do homem sobre a natureza física, e um correspondente progresso moral e o domínio do homem sobre a sua própria natureza espiritual; e, 3 – a existência de um ideal comum, como característica da feição espiritual de uma época ou de um povo.
A primeira civilização que temos conhecimento (geralmente assim considerada) é a Suméria, que floresceu na Mesopotâmia, uma região entre os rios Tigre e Eufrates, no que é hoje o sul do Iraque.
A civilização suméria começou a se desenvolver por volta de 3500 a.C. e é famosa por criar uma das primeiras formas de escrita, conhecida como cuneiforme, além de desenvolver cidades-estados avançadas como Uruk, Ur e Lagash.
Todavia, foi descoberta na Arménia a adega mais antiga do Mundo com 6.100 anos. Uma unidade de produção de vinho com 6.100 anos, a mais antiga de que há memória, foi descoberta numa gruta na Arménia, anunciou uma equipa internacional de arqueólogos, citada pela AFP.
Os sumérios contribuíram em áreas diversas, e na área legal com um dos primeiros códigos legais conhecidos, o Código de Ur-Nammu, que data de aproximadamente 2100-2050 a.C. O Código de Ur-Nammu precede o mais famoso Código de Hamurabi, que foi promulgado pelo rei Hamurabi da Babilônia cerca de 300 anos depois. Enquanto o Código de Hamurabi é frequentemente mais conhecido devido à sua abrangência e à famosa estela (pedra, tábuas) em que está inscrito, o Código de Ur-Nammu é o primeiro exemplo conhecido de um código legal sistemático na história. Ele foi encontrado em tábuas de argila e é conhecido principalmente em fragmentos, cobrindo uma variedade de aspectos da vida social e jurídica, incluindo: I. Direitos e Deveres Civis: Estabelece leis sobre a propriedade, contratos, e as obrigações de indivíduos em relação aos outros; II. Lei de Família: Regras sobre casamento, divórcio e herança; III. Compensações e Penalidades: Define compensações monetárias para danos e crimes, como lesões corporais e danos à propriedade. Ao contrário de outros códigos mais tarde, como o Código de Hamurabi, ele é mais focado em compensações monetárias do que em punições corporais; IV. Regulamentação de Comércio e Propriedade: Normas sobre transações comerciais e a gestão de propriedades.
As civilizações organizaram-se, e como é necessário, estatuíram leis para o controle dessa organização.
Código de Lipit-Ishtar (c. 1934-1924 a.C.): Criado pelo rei Lipit-Ishtar da cidade-estado de Isin, na Suméria. Este código é notável por suas inovações na regulamentação de questões de propriedade e contratos.
Código de Hamurabi (c. 1754 a.C.): Um dos códigos mais famosos da Mesopotâmia, criado pelo rei Hamurabi da Babilônia. É conhecido por seu princípio de “olho por olho”, estabelecendo uma série de leis sobre justiça e penalidades.
Lei das Doze Tábuas (c. 450 a.C.): Um conjunto de leis na Roma antiga, que representa a primeira tentativa de codificação das leis romanas. Foi gravado em doze tábuas de bronze e se tornou a base do direito romano.
Código de Justiniano (c. 529-534 d.C.): Compilado sob o imperador bizantino Justiniano I, este código, também conhecido como Corpus Juris Civilis, teve um impacto duradouro na legislação e no direito europeu, reunindo e sistematizando o direito romano.
Esses códigos representam marcos importantes da evolução humana, do direito e da administração da justiça ao longo da história antiga.
Em alguns momentos, os textos religiosos também eram, e por vezes ainda são, as leis regentes ou direcionantes de certos povos.
O Antigo Testamento é a primeira parte da Bíblia cristã e corresponde à totalidade das Escrituras Hebraicas no Judaísmo. Sua composição, no geral, é de um conjunto de livros que podem ser organizados em várias seções: 1-Pentateuco (ou Torá): São os cinco primeiros livros, que são considerados os mais sagrados e fundamentais; 2-Gênesis: A criação do mundo, a história dos patriarcas (Abraão, Isaac, Jacó) e as origens do povo de Israel; 3-Êxodo: A saída do povo de Israel do Egito e a entrega das leis no Monte Sinai; 4-Levítico: Leis e regulamentos para a vida religiosa e moral dos israelitas; 5-Números: A jornada dos israelitas pelo deserto e os censos da população; 6-Deuteronômio: Discursos de Moisés revisando as leis e preparando o povo para entrar na Terra Prometida; 7-Livros Históricos: Estes livros narram a história do povo de Israel desde a entrada na Terra Prometida até o período do exílio e retorno; 8-Josué: A conquista de Canaã sob a liderança de Josué; 9-Juízes: O período dos juízes que governaram Israel antes da monarquia; 10-Rute: A história de Rute, uma mulher moabita, e sua lealdade à sua sogra e ao Deus de Israel; 11-Samuel: A vida de Samuel, a ascensão do rei Saul e a unção de Davi; 12-Samuel: O reinado de Davi; 13-Reis: O reinado de Salomão e a divisão do reino em Israel e Judá; 14-Reis: A história dos reinos divididos até o exílio babilônico; 15-Crônicas: Genealogias e uma revisão da história até o reinado de Davi; 16-Crônicas: A história dos reinos de Judá até o exílio; 17-Livros Poéticos e Sapienciais: Estes livros contêm poesia, sabedoria e reflexões sobre a vida e a espiritualidade; 18-Jó: A história de um homem que enfrenta grandes provações e questiona o sofrimento; 19-Salmos: Hinos e orações; 20-Provérbios: Máximas e conselhos sobre a vida e a moralidade; 21-Eclesiastes: Reflexões sobre a futilidade das buscas humanas sem Deus; 22-Cânticos dos Cânticos (ou Cantares de Salomão): Poemas de amor e devoção; 23-Livros Proféticos: Estes livros contêm mensagens dos profetas de Deus para o povo de Israel, frequentemente abordando questões de justiça, arrependimento e futuros eventos; 24-Isaías; 25-Jeremias; 26-Lamentações: Poemas sobre a destruição de Jerusalém; 27- Ezequiel; 28-Daniel; 29-Oséias; 30-Joel; 31-Amós; 32-Obadias; 33-Jonas; 34-Miquéias; 35-Naum; 36-Habacuque; 37-Sofonias; 38-Ageu; 39-Zacarias; 40-Malaquias.
O Novo Testamento é a segunda parte da Bíblia cristã e foca na vida e ensinamentos de Jesus Cristo e no início da Igreja Cristã. É composto por 27 livros, que podem ser agrupados em quatro seções principais: 1-Evangelhos: Estes livros narram a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, apresentando diferentes perspectivas sobre sua vida e ensinamentos; 2-Mateus: Enfatiza Jesus como o Messias prometido no Antigo Testamento e apresenta muitos ensinamentos e parábolas; 3-Marcos: Foca nas ações e milagres de Jesus, e é conhecido por seu estilo direto e conciso; 4-Lucas: Destaca a compaixão de Jesus e inclui muitos detalhes sobre o nascimento e a infância de Jesus, além de parabólicas únicas; 5-João: Oferece uma visão teológica mais profunda de Jesus, com ênfase em sua identidade divina e em seus discursos; 6-Atos dos Apóstolos: Narra a história da Igreja primitiva e as atividades dos apóstolos, especialmente Pedro e Paulo, após a ascensão de Jesus. É uma continuação do Evangelho de Lucas e detalha a propagação do cristianismo no mundo mediterrâneo; 7-Epístolas Paulinas: Cartas escritas pelo apóstolo Paulo a várias igrejas e indivíduos, abordando questões teológicas, morais e práticas; 8-Romanos: Apresenta uma exposição detalhada da teologia cristã; 9- Coríntios: Aborda problemas e questões dentro da igreja em Corinto; 10-Coríntios: Paulo defende seu apostolado e discute aspectos da vida cristã; 11-Gálatas: Trata da questão da justificação pela fé e da liberdade cristã; 12-Efésios: Enfatiza a unidade da Igreja e a vida cristã prática; 13-Filipenses: Uma carta de agradecimento e encorajamento; 14-Colossenses: Defende a supremacia de Cristo sobre todas as coisas e admoesta contra falsas doutrinas; 15-Tessalonicenses: Incentiva e consola a igreja em Tessalônica; 16-Tessalonicenses: Esclarece mal-entendidos sobre o retorno de Cristo; 17-Timóteo: Orientações para o pastor Timóteo sobre liderança e organização da igreja. Palavras de encorajamento e instrução final a Timóteo; 18-Tito: Diretrizes para a liderança e organização da igreja em Creta; 19-Filemon: Pedido de Paulo para que Filemon aceite de volta o escravo Onésimo como irmão em Cristo; 20-Epístolas Gerais: Cartas escritas por outros apóstolos e líderes da Igreja para diversas comunidades cristãs; 21-Hebreus: Expõe a superioridade de Cristo sobre o judaísmo e os sacerdotes do Antigo Testamento; 22-Tiago: Enfatiza a importância das boas obras e a prática da fé; 23-Pedro: Encoraja os cristãos a perseverarem na fé em meio ao sofrimento; 24-Pedro: Adverte contra falsos mestres e reforça a certeza da segunda vinda de Cristo; 25-João: Trata da verdade, do amor e da relação dos cristãos com Deus. Uma breve carta advertindo contra falsos ensinamentos. Recomenda boas práticas e expressa apoio a um líder da igreja; 26-Judas: Adverte contra falsos mestres e encoraja a luta pela fé; 27-Apocalipse (ou Revelação): Escrito por João, oferece uma visão profética do fim dos tempos e da vitória final de Cristo sobre o mal. É um livro altamente simbólico que descreve a luta entre o bem e o mal e a promessa de um novo céu e uma nova terra.
O “Livro de Manu” refere-se ao “Manusmriti” (ou “Manava Dharma Shastra”), um texto fundamental da literatura hindu. É uma obra clássica que fornece um código de leis e normas sociais para a vida e a conduta dos indivíduos na sociedade hindu. Aqui está uma visão geral do Manusmriti que pode ser traduzido como “Ensinamentos de Manu” ou “A Lei de Manu.” Estima-se que tenha sido composto entre 200 e 300 a.C., embora o texto tenha evoluído e sido editado ao longo dos séculos. Tradicionalmente atribuído a Manu, um sábio e legislador mítico. No entanto, como muitos textos antigos, é provável que tenha sido compilado e editado por vários autores ao longo do tempo. No Hinduísmo, o Manusmriti é uma das principais fontes de lei e moralidade, especialmente nas tradições ortodoxas. Seus ensinamentos influenciaram profundamente a organização social e legal na Índia antiga. Embora seja um texto de grande importância histórica e religiosa, o Manusmriti também tem sido criticado por suas normas rígidas e pelas práticas de castas que defende. Muitas das ideias presentes no texto são vistas como antiquadas e controversas na sociedade moderna. O Manusmriti desempenhou um papel importante na formação das normas sociais e legais na Índia, influenciando tanto o direito religioso quanto o secular.
O conteúdo do Manusmriti é estruturado em 12 livros (ou “Adhyayas”), cada um contendo uma série de versos ou estrofes que abordam diversos aspectos da vida e da sociedade. Os principais temas incluem: 1. Leis e Deveres: O texto estabelece regras sobre deveres sociais, morais e religiosos para diferentes varnas (castas) e ashramas (estágios da vida); 2. Direitos e Responsabilidades: Descreve os direitos e responsabilidades dos indivíduos em relação à família, à sociedade e ao estado; 3. Sistema de Castas: Define as funções e as obrigações das diferentes castas (Brahmanas, Kshatriyas, Vaishyas e Shudras) e a importância da manutenção da ordem social; 4. Rituais e Práticas Religiosas: Contém instruções sobre rituais, cerimônias e práticas religiosas, além de códigos de comportamento moral e ético; 5. Direito Penal e Civil: Aborda questões legais e judiciais, incluindo punições para crimes e disputas civis. O Manusmriti continua sendo estudado por estudiosos de religião, história e direito, e ainda é relevante para algumas práticas religiosas hindus. No entanto, muitas tradições hindus modernas interpretam e aplicam seus ensinamentos de maneira crítica, adaptando-os às normas e valores contemporâneos. Em resumo, o Manusmriti é um texto clássico que fornece uma visão abrangente da vida e da lei na Índia antiga, refletindo a complexidade e a riqueza das tradições hindus.
O Alcorão (ou Qur’an) é o texto sagrado do Islã, considerado pelos muçulmanos como a palavra literal de Deus (Allah) revelada ao profeta Maomé (Muhammad) através do anjo Gabriel (Jibril). O Alcorão é central para a prática e crença islâmicas e é estudado, recitado e respeitado como a principal fonte de orientação para todos os aspectos da vida. O Alcorão é dividido em 114 capítulos, conhecidos como suras, que variam em comprimento. Cada sura é composta por versos, chamados de ayats. O Alcorão é escrito em árabe clássico e é recitado em sua forma original durante as práticas religiosas. Segue uma visão geral de suas principais características:
- Suras e Ayats: As suras são organizadas não em ordem cronológica, mas em uma ordem tradicional que geralmente começa com as suras mais longas e vai até as mais curtas. Cada sura é composta por um número variável de ayats.
- Temas: O Alcorão abrange uma ampla gama de temas, incluindo:
– Teologia: Ensina sobre a natureza de Deus, a criação, a vida após a morte e a moralidade.
– Lei e Prática: Contém normas e orientações sobre práticas religiosas, comportamentos éticos e relações sociais.
– História: Narra histórias dos profetas anteriores, como Adão, Noé, Abraão, Moisés e Jesus, para servir como lições e exemplos para os crentes.
– Espiritualidade e Moralidade: Fornece diretrizes sobre a devoção, o caráter e as relações interpessoais.
- Idioma e Recitação: O Alcorão é recitado em árabe, e muitos muçulmanos estudam e memorizam partes ou a totalidade do texto em árabe, independentemente de sua língua materna.
A importância no Islã do Alcorão é na:
– Prática Religiosa: O Alcorão é recitado em oração (salat) e suas palavras são usadas em muitos aspectos da vida diária e das práticas religiosas.
– Orientação Moral e Espiritual: Serve como uma fonte de orientação para questões éticas, sociais e espirituais.
– Estudo e Reflexão: Os muçulmanos são encorajados a estudar o Alcorão, refletir sobre seu significado e aplicar seus ensinamentos em suas vidas.
– Tafsīr: É a ciência da exegese do Alcorão, que envolve a interpretação e o esclarecimento dos versos. Existem muitas obras de tafsīr que ajudam a compreender o contexto e o significado dos textos.
Além do Antigo Testamento, do Novo Testamento, do Código de Manu, e do Alcorão, existem vários outros textos religiosos e legais significativos em diferentes tradições ao redor do mundo. Esses textos têm papéis centrais em suas respectivas tradições e oferecem orientações sobre a vida, moralidade e espiritualidade, com um impacto significativo nas tradições religiosas e culturais em que estão inseridos, oferecendo uma rica variedade de ensinamentos e orientações espirituais.
Ian Romanello Ervolino, bem nos lembrou que as “Sete Leis de Noé” são um conjunto de princípios ou preceitos que, segundo a tradição judaica, foram dadas por Deus a Noé após o dilúvio. O Código de Manu é similar às 7 Leis de Noé e também são elas base do Judaísmo e precedem aos 10 Mandamentos de Deus. Os preceitos das Sete Leis de Noé são considerados universais e aplicáveis a toda a humanidade, não apenas ao povo judeu, estando elas descritas no Talmud e na Torá, e são vistas como a base para a moralidade e a ética de todas as nações. Aqui estão as sete leis de Noé: 1- Não adorar ídolos – Proibição de idolatria. 2- Não blasfemar contra Deus – Proibição de desrespeitar ou amaldiçoar o nome de Deus. 3- Não cometer homicídio – Proibição de assassinar. 4- Não cometer adultério – Proibição de relações sexuais ilícitas ou incesto. 5- Não roubar – Proibição de furtar ou cometer crimes relacionados a bens materiais. 6-Estabelecer tribunais de justiça – A obrigação de instituir sistemas legais para garantir justiça. 7- Não comer carne de um animal vivo – Proibição de comer carne de um animal que ainda está vivo, o que implica uma forma de crueldade animal. Essas leis, de acordo com a tradição, são vistas como fundamentais para garantir uma convivência justa e harmoniosa entre todos os seres humanos, independentemente da sua religião ou origem.
Textos Hinduístas
- Bhagavad Gita:
-Data Aproximada: Entre 400 a.C. e 200 a.C.
-Descrição: Parte do épico Mahabharata, é um diálogo filosófico entre o príncipe Arjuna e o deus Krishna, abordando questões de dever, moralidade e espiritualidade.
- Vedas:
-Data Aproximada: Entre 1500 a.C. e 500 a.C.
-Descrição: São os mais antigos textos sagrados do Hinduísmo, compostos de hinos, rituais e filosofias. Incluem o Rigveda, Samaveda, Yajurveda e Atharvaveda.
- Upanishads:
Data Aproximada: Entre 800 a.C. e 200 a.C.
Descrição: Textos filosóficos que exploram conceitos fundamentais como o Brahman (absoluto) e o Atman (eu verdadeiro), oferecendo uma visão sobre a natureza da realidade e da espiritualidade.
Textos Budistas
- Tipitaka (ou Tripitaka):
-Data Aproximada: Entre 500 a.C. e 300 a.C.
-Descrição: Também conhecido como os Três Cestos, é a coleção das escrituras budistas primárias, incluindo o Vinaya Pitaka (regras monásticas), o Sutta Pitaka (ensinamentos do Buda) e o Abhidhamma Pitaka (análise filosófica).
- Sutras Mahayana:
-Data Aproximada: Entre 1 d.C. e 500 d.C.
-Descrição: Textos centrais para as tradições Mahayana do Budismo, como o Sutra do Lótus e o Sutra da Perfeição da Sabedoria (Prajnaparamita Sutras), que tratam de conceitos avançados da prática budista e da filosofia.
Textos Judaicos
- Talmude:
-Data Aproximada: Entre 200 d.C. e 500 d.C.
-Descrição: Uma coleção de discussões rabínicas sobre a Lei Judaica, a ética, a filosofia e a tradição, composta do Mishná (lei oral) e do Gemará (comentários e discussões sobre a Mishná).
- Midrash:
-Data Aproximada: Entre 200 d.C. e 1200 d.C.
-Descrição: Textos que interpretam e explicam as Escrituras Hebraicas, fornecendo histórias, parábolas e explicações adicionais aos textos bíblicos.
Texto Zoroastriano
- Avesta:
-Data Aproximada: Entre 500 a.C. e 300 d.C.
-Descrição: O texto sagrado do Zoroastrismo, contendo hinos, orações, rituais e ensinamentos de Zoroastro (Zarathustra), incluindo o Yasna, o Visperad e o Vendidad.
Textos Taoístas
- Tao Te Ching:
-Data Aproximada: Entre 600 a.C. e 400 a.C.
-Descrição: A principal obra do Taoísmo, atribuída a Laozi, que oferece ensinamentos sobre a simplicidade, a natureza e a harmonia com o Tao (Caminho).
- Zhuangzi:
-Data Aproximada: Entre 300 a.C. e 200 a.C.
-Descrição: Um texto taoísta atribuído a Zhuangzi, que explora temas como a relatividade da experiência e a espontaneidade.
Textos Confucionistas
- Os Quatro Livros e Cinco Clássicos:
-Data Aproximada: Entre 500 a.C. e 200 a.C.
-Descrição: Textos centrais no Confucionismo, incluindo o Analectos (conversas de Confúcio), o Livro dos Ritos, o Livro das Mutações (I Ching) e o Livro das Canções.
Texto Jains
- Agamas:
-Data Aproximada**: Entre 300 a.C. e 500 d.C.
-Descrição: Textos sagrados do Jainismo, que fornecem ensinamentos sobre a ética, a filosofia e as práticas do Jainismo.
Na Mongólia, os mongóis tinham um sistema legal formal, que evoluiu ao longo do tempo e refletiu suas tradições nômades e a administração do Império Mongol. A lei mongol era baseada em uma combinação de normas tradicionais e codificações formais, especialmente durante o governo de Genghis Khan e seus sucessores. Em resumo, os mongóis tinham um sistema legal que evoluiu de normas tribais para um conjunto mais formalizado de leis sob Genghis Khan e seus sucessores, refletindo a necessidade de governar um vasto e diverso império.
Alguns dos principais aspectos do sistema legal mongol:
- Código de Genghis Khan (Yassa)
-Data Aproximada: Embora não haja uma data precisa para a criação do Yassa, ele foi formalizado durante o reinado de Genghis Khan no início do século XIII.
-Descrição: O Yassa (ou Yasa) era um conjunto de leis e regulamentos estabelecidos por Genghis Khan para governar o Império Mongol. O Yassa abordava uma ampla gama de questões, incluindo direito penal, militar, administrativo e social.
-Aspectos Legais: O Yassa cobria desde a organização militar até a administração do império e as relações entre os diferentes grupos étnicos e tribais. Impunha leis severas para manter a ordem e a disciplina.
-Natureza Oral: O Yassa era inicialmente transmitido de forma oral e não escrito, o que contribuiu para a dificuldade de preservação completa do texto ao longo do tempo. Apenas fragmentos e descrições sobrevivem.
- Tradições Nômades e Leis Tribais
-Base: Antes e durante o período de Genghis Khan, as leis e normas entre as tribos mongóis eram principalmente baseadas em tradições orais e costumes tribais.
-Aspectos: As leis tribais regulavam questões como a organização social, disputas de terras, relações familiares e questões de honra. As resoluções eram frequentemente feitas por líderes tribais e conselhos de anciãos.
- Administração do Império Mongol
-Código Legal: Com a expansão do Império Mongol, Genghis Khan e seus sucessores estabeleceram sistemas administrativos mais formalizados, que incluíam aspectos legais e judiciais mais estruturados.
-Kheshig: O sistema de justiça era supervisionado por oficiais e tribunais, como o Kheshig, a guarda pessoal do khan, que também desempenhava um papel em questões legais e administrativas.
- Influências e Adaptação
-Influências: À medida que o Império Mongol se expandiu e interagiu com outras culturas e civilizações, as leis mongóis começaram a incorporar influências de outras tradições jurídicas, como a legislação chinesa, persa e russa.
-Código de Lei: Em algumas regiões conquistadas, foram adaptados códigos legais locais ou existentes para garantir a administração eficiente e a integração das populações conquistadas.
Espiritismo
Espiritismo, Kardecismo ou Espiritismo Kardecista é uma doutrina religiosa de cunho filosófico e científico. Sua principal crença gira em torno da constante evolução espiritual do ser humano, através das reencarnações.
A doutrina espírita surgiu na França, em meados do século XIX. Iniciou-se a partir dos estudos e observações realizadas pelo renomado pedagogo e educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, também conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec (1804 – 1869).
Textos que ajudam no entendimento do Espiritismo:
- “O Livro dos Espíritos” (Le Livre des Esprits) de Allan Kardec:
-Visão geral: Este é o texto fundamental do Espiritismo, contendo 1.019 perguntas e respostas que abrangem a natureza dos espíritos, o mundo espiritual, as leis morais e o destino dos seres humanos. Ele introduz conceitos-chave como reencarnação, o propósito da vida e o papel dos espíritos.
-Por que é importante: “O Livro dos Espíritos” é considerado a pedra angular da filosofia espírita e é o ponto de partida para qualquer pessoa interessada em entender a doutrina.
- “O Livro dos Médiuns” (Le Livre des Médiums) de Allan Kardec:
-Visão geral: Este livro fornece orientação detalhada sobre mediunidade, incluindo como desenvolver e controlar habilidades mediúnicas, os diferentes tipos de mediunidade e o relacionamento entre médiuns e espíritos.
-Por que é importante: É essencial para entender como os espíritas se comunicam com espíritos e as considerações éticas envolvidas na mediunidade.
- “O Evangelho Segundo o Espiritismo” (L’Évangile selon le Spiritisme) de Allan Kardec:
– Visão geral: Este texto interpreta os ensinamentos morais de Jesus Cristo através das lentes do Espiritismo, enfatizando a caridade, a humildade e o progresso moral. Inclui comentários sobre os Evangelhos e como eles se alinham com os princípios espíritas.
-Por que é importante: Fornece uma estrutura moral para espíritas, integrando a ética cristã com as crenças espíritas.
- “Heaven and Hell” (Le Ciel et l’Enfer) de Allan Kardec:
-Visão geral: Este livro explora a natureza da vida após a morte, incluindo o destino das almas, o conceito de inferno, purgatório e o processo de evolução espiritual após a morte. Inclui depoimentos de espíritos sobre suas experiências na vida após a morte.
-Por que é importante: Oferece insights sobre as visões espíritas sobre a vida após a morte, consequências morais e a evolução da alma.
- “The Genesis According to Spiritism” (La Genèse, les Miracles et les Prédictions selon le Spiritisme) de Allan Kardec:
-Visão geral: Este livro discute as origens do universo, a formação da Terra, a natureza dos milagres e profecias bíblicas, todas interpretadas por meio da doutrina espírita.
-Por que é importante: Ele fornece uma perspectiva espírita sobre a criação do mundo, as leis da natureza e o papel da intervenção divina.
Recursos adicionais:
-“Nos Domínios da Mediunidade” de Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier):
-Visão geral: Este livro, escrito por um dos médiuns mais famosos do Brasil, fornece insights práticos sobre a mediunidade e as experiências dos espíritos. É considerado uma das melhores obras para entender como a mediunidade opera na vida cotidiana.
-Por que é importante: As obras de Chico Xavier são altamente respeitadas na comunidade espírita, oferecendo uma visão contemporânea sobre a prática espírita.
-“Missionários da Luz” de Francisco Cândido Xavier:
-Visão geral: Outra obra significativa de Chico Xavier, este livro se aprofunda na orientação espiritual fornecida aos espíritos encarnados e na interação entre os mundos espiritual e material.
JUSTIÇA
JUSTIÇA, derivado de justitia, de justus, quer o vocábulo exprimir, na linguagem jurídica, o que se faz conforme o Direito ou segundo as regras prescritas em lei. É, assim, a prática do justo ou a razão de ser do próprio Direito, pois que por ela se reconhecem a legitimidade dos direitos e se restabelece o império da própria lei. Os romanos consideravam-na em grau tão elevado que Ulpiano, arguindo-a de virtude, a definia como “constans et perpetua voluntas jus suum cuique tribuere” (Vontade constante e perpétua de dar a cada um o que é seu). E como virtude, que nos faz dar a Deus e aos homens, o que lhes é devido, assinala-se no conceito de Cícero, a impulsão firme e consciente para o bem, em oposição a libido e cupiditas. Entre os povos organizados, a justiça é o próprio fundamento dos Poderes Públicos, que se instituem por delegação da soberania popular. Bem por isso firma-se o lema pela linguagem de Cícero: “ubi non est justitia, ibi non potest esse jus”. E que a justiça é o próprio Direito realizado. Justiça.
JUSTIÇA ATRIBUTIVA.
Expressão filosófica, que indica a distribuição entre os particulares do que é comum a todos ou a repartição proporcional de acordo com a necessidade e a capacidade de cada qual.
JUSTIÇA COMUTATIVA.
Na técnica filosófica, é a atribuição de igualdade de relações entre os particulares, adequando-se coisa a coisa, de molde a realizar igualdade matemática.
JUSTIÇA DISTRIBUTIVA.
– “Uma Teoria da Justiça” (1971) – John Rawls: Este livro é um dos textos mais influentes sobre a teoria da justiça distributiva. Rawls argumenta que uma sociedade justa é aquela em que as desigualdades econômicas e sociais são organizadas de forma a beneficiar os menos favorecidos.
– “Justiça: O que é fazer a coisa certa” (2009) – Michael Sandel: Sandel discute a justiça distributiva em diferentes contextos, abordando temas como a moralidade, o papel do governo e a distribuição de recursos.
JUSTIÇA PENAL.
– “Discipline and Punish” (1975) – Michel Foucault: Foucault investiga as origens e o desenvolvimento das práticas penais modernas, destacando como o poder é exercido através da punição e do controle social.
– “O Espírito das Leis” (1748) – Montesquieu: Embora seja uma obra ampla sobre a teoria política, Montesquieu oferece uma análise importante sobre a justiça penal, especialmente no que diz respeito à separação dos poderes e à aplicação das leis.
JUSTIÇA RESTAURATIVA.
A Justiça Restaurativa objetiva dar uma solução pacífica aos conflitos, encontrando uma resposta harmônica para a vítima e todos aqueles que indiretamente foram afetados pelo delito. A Justiça Restaurativa trata-se de um procedimento voluntário, em que as partes participam se assim desejarem, e está baseada na intervenção interdisciplinar de modo que os conflitos sejam solucionados por meio do diálogo e do estímulo à reparação do dano causado à vítima e à comunidade.
– “Changing Lenses: A New Focus for Crime and Justice” (1990) – Howard Zehr: Zehr é um dos pioneiros na justiça restaurativa, e este livro explora como o sistema de justiça pode ser transformado para focar na reparação e na reconciliação, em vez da mera punição.
Esses textos oferecem uma ampla visão sobre os diferentes tipos de justiça e suas implicações nas sociedades humanas. Cada um desses autores contribui com perspectivas únicas e valiosas para o entendimento do que significa justiça em diferentes contextos.
JUSTIÇA RETRIBUTIVA.
– “Crítica da Razão Pura” (1781) – Immanuel Kant: Kant discute a justiça retributiva no contexto da moralidade e da responsabilidade pessoal, defendendo que o crime merece punição proporcional como uma questão de justiça.
– “Do Crime e das Penas” (1764) – Cesare Beccaria: Este texto seminal argumenta contra as punições cruéis e excessivas, defendendo a proporcionalidade e a racionalidade na aplicação das penas.
JUSTIÇA SOCIAL.
Contribuição de todos para realização do bem comum.
– “Os Condenados da Terra” (1961) – Frantz Fanon: Fanon discute a justiça social a partir da perspectiva da descolonização e da luta contra a opressão racial e econômica.
– “Pedagogia do Oprimido” (1968) – Paulo Freire: Freire explora a educação como uma ferramenta para alcançar a justiça social, focando na conscientização e na emancipação dos oprimidos.
JUSTIÇA DIVINA.
Justiça divina é um tema central em diversas tradições religiosas e filosóficas. Aqui estão alguns textos fundamentais que exploram o conceito de justiça divina:
- Bíblia
– Livro de Jó: Este é um dos textos mais conhecidos sobre a justiça divina na tradição judaico-cristã. Jó, um homem justo, sofre inúmeras provações, e a narrativa explora a questão de porque os justos sofrem e como isso se relaciona com a justiça de Deus.
– Salmos (particularmente Salmos 73 e 89): Muitos salmos discutem a justiça divina, questionando a prosperidade dos ímpios e a aflição dos justos, e reafirmando a crença de que Deus é justo em seus julgamentos.
- Alcorão
– Surata Al-Anbiya (21:47): Este verso fala sobre a balança da justiça de Deus no Dia do Juízo, onde nenhuma alma será tratada injustamente. O Alcorão frequentemente aborda a justiça divina e a retribuição no além.
– Surata An-Nisa (4:40): O Alcorão afirma que Deus não comete injustiça, nem mesmo do tamanho de um átomo, enfatizando a precisão e a equidade da justiça divina.
- A Cidade de Deus” (426 d.C.) – Santo Agostinho
– Santo Agostinho, um dos principais teólogos cristãos, discute a justiça divina em relação à história humana e à queda do Império Romano. Ele argumenta que a verdadeira justiça só pode ser encontrada em Deus e que os eventos terrenos devem ser compreendidos dentro do plano divino.
- “Divina Comédia” (1320) – Dante Alighieri
– Este épico poético é uma visão da justiça divina, onde as almas são julgadas e enviadas ao Inferno, Purgatório ou Paraíso. Dante explora como a justiça divina é aplicada de acordo com os pecados e virtudes dos indivíduos.
- “Suma Teológica” (1274) – Tomás de Aquino
– Tomás de Aquino, um dos maiores teólogos da Igreja Católica, aborda a justiça divina em diversos aspectos, incluindo a relação entre a justiça humana e divina, e a ideia de que Deus, sendo perfeitamente justo, recompensará ou punirá cada pessoa de acordo com seus méritos.
- “O Paraíso Perdido” (1667) – John Milton
– Este poema épico inglês explora a queda do homem e a justiça divina em relação à rebelião de Lúcifer e ao pecado original de Adão e Eva. Milton discute a justiça de Deus em permitir o livre-arbítrio e as consequências do pecado.
- “O Livro Tibetano dos Mortos” (século VIII)
– Este texto budista descreve os processos após a morte e a ideia de que a justiça divina se manifesta através do karma. As almas são julgadas com base em suas ações durante a vida, e isso determina suas reencarnações futuras.
Esses textos fornecem uma ampla visão sobre a justiça divina em diferentes tradições religiosas e filosóficas, explorando como a justiça de Deus se manifesta no mundo e na vida após a morte.
VIDA
As civilizações, buscando harmonia para sua convivência pacífica, socorrem-se da implementação de leis (de acordo com seu grau de evolução).
No entanto, é interessante como a vida nos proporciona, ao longo dos anos de nossas vidas, acontecimentos que nos colocam em posição de obter muitas informações, sejam elas boas ou nem tanto.
Mas são essas quantidades e diversidades de informações, essas alternâncias de informações – boas ou não, que nos proporcionam a capacidade de obter conhecimento e evoluir.
Passar a conhecer algo que não tínhamos qualquer noção do que era, ou que assim existia, sempre nos acresce de modo a podermos tomar decisões conscientemente.
Adquirimos a capacidade de discernir, uma habilidade que nos ajuda a tomar decisões de forma consciente.
Mas, sendo “Vida” nosso título desta parte neste artigo, vamos falar um pouco sobre ela.
Supõe-se que a Vida na Terra tenha começado há cerca de 3,5 a 4,0 bilhões de anos. Ao longo desses bilhões de anos, organismos evoluíram e se diversificaram, dando origem à enorme variedade de Vida que se conhece.
Vamos separar a questão da Vida e a Vida do Ser Humano. O ser humano surgiu quando? Sempre fomos assim? Evoluídos? Várias são as teorias sobre o surgimento do ser humano – Homem. Por exemplo:
Teoria Criacionista: Segundo a tradição judaico-cristã, Deus criou todos os seres que habitam a terra seca, incluindo animais e seres humanos, no sexto dia da criação. Nesta visão, o homem e a mulher foram moldados para formar uma família.
Teoria da Evolução: Esta teoria científica sugere que os seres humanos evoluíram ao longo de bilhões de anos a partir de organismos mais simples. A vida na Terra teria começado há cerca de 3,5 a 4,0 bilhões de anos, com organismos evoluindo e se diversificando ao longo do tempo.
Teoria da Vida Eterna: Outra hipótese é que a vida sempre existiu de alguma forma e que os seres humanos são uma manifestação dessa vida contínua.
Ainda assim pergunto, o que é a VIDA? É ela uma pergunta válida? A resposta pode ser no sentido de que como perguntamos algo que temos em nós mesmos!? Somos incapazes de sentir que o existir vem a partir da Essência que nos permite SER!? Somos VIDA! E VIDA é todo processo que envolve a evolução de manifestações Divinas, em diferentes estágios.
A VIDA é a parcela que recebemos do PAI! E, para que coloquemos a aumentá-la necessitamos conectar o AMOR, e para que conheçamos o AMOR precisamos conectar o PAI em Nós. Esta tríade é a razão da existência de todos nós. O retorno ao PAI, então, deve se dar com o aumento da parcela, no máximo da capacidade de AMOR que podemos desenvolver aqui, e, portanto, no máximo da capacidade que tivermos de conectar o próprio DEUS PAI em Nós.
Portanto, Deus é a essência de tudo o que existe. ELE É o Poder Absoluto, e em tudo ELE se manifesta através da VIDA que é o AMOR! Deus é quem nos possibilita SER, pois somente ELE É! Somente a partir d’ELE tudo o que existe, tudo o que conhecemos como existente e muito mais do que conhecemos pode EXISTIR, pois ELE tudo É e, portanto, TUDO ELE É!
O amor é um sentimento profundo de afeto, carinho e conexão que pode se manifestar de várias formas: entre amigos, familiares, parceiros românticos e até mesmo em relação a ideias ou coisas. Ele envolve cuidado, respeito, empatia, e, muitas vezes, um desejo genuíno de bem-estar para o outro. Em um nível mais filosófico, o amor é frequentemente visto como uma força que transcende a razão, criando laços que moldam relações e influenciam a vida das pessoas de maneira significativa. Além disso, o amor pode ser tanto uma experiência emocional quanto uma escolha consciente, envolvendo ações e atitudes que fortalecem esses laços.
Filósofos definiram o Amor.
Voltaire: o amor é uma dádiva que nós podemos modificar diariamente. O amor é uma lona fornecida pela natureza e bordada pela imaginação.
Para o filósofo francês, o amor é um presente da natureza, algo que você pode embelezar usando a sua mente.
François Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire.
Thoreau: se o amor é uma doença, você sabe qual a cura? Há apenas um remédio para o amor, que é amar mais.
Henry David Thoreau.
Aristóteles: quando amamos, dois passam a ser um. O amor é formado por uma única alma habitando em dois corpos.
Para um dos maiores filósofos gregos, o verdadeiro amor significa que duas pessoas têm uma conexão única, como se fossem um só.
Aristóteles, filho de Nicômaco de Estagira.
Hubbard: neste caso, dar é verdadeiramente melhor do que receber. O amor que nós damos é o único amor que mantemos.
Hubbard apresenta um paradoxo: quanto mais damos amor, mais amor temos dentro de nós para dar. O amor altruísta é capaz de mudar a vida de quem ama.
Elbert Hubbard.
Sófocles: o amor faz tudo isso? Quem diria! Uma palavra nos liberta de todo o peso e da dor da vida: essa palavra é ‘amor’.
Segundo Sófocles, o amor tem um poder de libertação inigualável, ele remove a dor e nos faz voar.
Sófocles, filho de Sófilos.
Fromm: se temos dúvida sobre a nossa existência, aqui está a resposta. O amor é a única resposta sã e satisfatória ao problema da existência humana.
Existimos para amar, nascemos com o desejo de amar e de sermos amados. Amar dá sentido e propósito para as nossas vidas.
Erich Fromm.
Platão: quando o amor chega, o melhor de nós vem à superfície.
Ao toque do amor, todas as pessoas se tornam poetas.
Arístocles, verdadeiro nome de Platão.
Contudo, e afinal, o que é esse AMOR?
O AMOR a que me referi anteriormente é aquele representado pela VIDA que nos foi dada pelo PAI – um verdadeiro ATO de AMOR. E, de modo a conhecermos este Amor precisamos conectar o PAI em nós pois, quando do retorno ao PAI, esse Amor deverá estar aumentado pela conexão com o PAI em Nós.
Todos e tudo que conhecemos têm a mesma essência de VIDA. Vida que simplesmente está em evolução e com quem dividimos experiências, compartilhamos sentimentos, e se assim nos determinarmos, podemos pressentir a presença desta essência de VIDA.
Diria que esta é a chave do AMOR: “Encontre a essência em você e após reconhecê-la passe a buscá-la em todos e em tudo o que lhe rodeia. Neste momento você reconhecerá o verdadeiro caminho a ser seguido!”.
Nós todos, sem exceção, somos UM! “Encontre-se em todos e em tudo. AMA AO PAI! AMA-TE NA PRESENÇA DO PAI QUE TE HABITA, e após reconhecer em Ti o AMOR, AMA A TODOS COMO A TI MESMO, NA PRESENÇA DO PAI EM CADA UM”.
TODOS SÃO AMOR, POIS TODOS SÃO VIDA!
O objetiva da Vida, de todos, é o retorno à FONTE com o maior acréscimo possível de VIDA. É como se a parcela que recebemos tivesse uma contenção e ao mesmo tempo uma capacidade de expansão infinita; quando nos conectamos com o AMOR, esta parcela se desenvolve rapidamente, ampliando a nossa própria estrutura! Portanto, a VIDA é o que temos e o que devemos encaminhar na busca do AMOR para que este AMOR possa alimentar, estruturar e intensificar, ampliando o sentido de SER, a capacidade de proporção desta VIDA!
Tudo o que temos a fazer é AMAR para intensificar a VIDA, e “O COMO” nós nos propusemos a realizar este amor, somente cada um sabe, mais ninguém. Amar, amar, amar e crescer muito a partir desta atitude maior é a resposta que procuramos.
Os animais, os vegetais, os minerais, os microrganismos, não são humanos, mas também vivem. E, existem muitas outras formas de vida além destas. O importante a ser reconhecido é que toda e qualquer forma de Vida, sempre veio e virá do PAI. Da mesma forma que existem estágios de vida que podemos considerar mais atrasados do que nós, existem estágios de vida mais adiantados que assim consideramos.
Entretanto, a VIDA existe em diversos níveis em todos os locais onde se desenvolve VIDA, e se VIDA é algo que vem sempre de um mesmo PAI, a vida tem sempre um mesmo valor, independentemente do estágio que possa estar se encontrando. O que deve ser buscado é não nos desconectarmos desta VIDA.
E assim, não devemos nos considerar parte de um grupo e outras formas de Vida parte de outros grupos. Nós, seres humanos, somos meramente um aspecto a mais de VIDA em EVOLUÇÃO como todos os outros.
Estejamos todos sempre em Paz!
São Paulo, 12 de março de 2025.
Autores: Jerônimo Romanello Neto e Alenir de Oliveira Romanello.


